terça-feira, 7 de julho de 2009

Profissão: contabilista

Diferentemente do economista, o contabilista já tem o seu lugar no âmago das empresas, das sociedades civis representativas e, porque não dizer, nas três esferas de governo (União, Estados e Municípios).

A princípio como um simples guarda-livro, responsável tão somente por registrar as receitas e despesas que envolviam a operação dos agentes acima na economia. Posteriormente, com o advento da Lei 6.604/76, ganhou novos contornos em face da modernização e harmonização da lei societária com os princípios fundamentais e melhores práticas contábeis em razão do processo de globalização.

Há dois anos foi aprovada a Lei 11.638/07, que alterou a lei das sociedades anônimas promulgada em 2006, trazendo novos avanços e criando as bases para novas modificações como as que se inserem na Instrução 457.

No âmbito da nova lei veio a Instrução 457, que dispõe que as companhias brasileiras de capital aberto deveriam, a partir de então, elaborar demonstrações financeiras anuais consolidadas com base nos padrões internacionais (IFRS) já em 2010, apresentando-as na forma comparativa. Sofreram modificações os instrumentos financeiros como derivativos contratos de arrendamento mercantil, equivalência patrimonial, transferência, incorporação, fusão e cisão, reavaliação de ativos, a necessidade da demonstração dos fluxos de caixas nas demonstrações das companhias abertas, a eliminação da obrigação de apresentar a demonstração de origem e aplicação dos recursos, dentre outras. Com isso, os papéis dos contabilistas foram se modificando, para acompanhar as exigências presentes em uma economia globalizada.

Neste sentido, a contabilidade ganhou nova dinâmica e nova importância, haja vista que não há mais lugar no mercado para o simples guarda- livro. O profissional de contabilidade passou a conhecer não só a contabilidade de empresas de capital fechado, mas, sobretudo, de capital aberto, cuja alocação de recursos se faz mediante a colocação de ações nas bolsas de valores, sob a fiscalização constante da Comissão de Valores Mobiliários.

As demonstrações financeiras elaboradas pelos profissionais da contabilidade nestas empresas têm que retratar fidedignamente a realidade, pois são auditadas por profissionais do ramo e que agem de forma independente, dando aos futuros compradores de suas ações a tranquilidade necessária que a atividade merece.

Portanto, meus amigos, a contabilidade está mudando para melhor e com isso garante novas oportunidades de trabalho tanto para os alunos, na forma de estágio, como para os que já atuam na área.

O processo de globalização não tem volta e a cada modificação que ocorre na economia, novas exigências serão feitas dos profissionais que atuam na área de negócios. Por esta razão, o futuro profissional deve buscar cursos que tenham estreita relação com as exigências do mercado.

Diante disso, pergunta-se: onde fazer um curso de Contabilidade que esteja focado nas demandas do mercado? Em uma escola de negócios. Por quê? Por que em uma instituição como esta se trabalha com programas atualizados, combinando teoria e prática, dando ao futuro profissional a segurança necessária para atender às demandas urgentes que se apresentam nas empresas.

Qual a diferença de uma escola de negócios com as demais? Em uma escola de negócios se tem todas as disciplinas que o MEC exige, e outras de caráter específico da área de finanças, importantes para atender às necessidades impostas pelas novas legislações às empresas que trabalham ou não com capital aberto.

Feitas estas considerações, pergunta-se: o contabilista trabalha apenas no segmento empresarial? Não, pode atuar também nas esferas públicas, fazendo a contabilidade das administrações públicas: federal, estaduais e municipais. Neste caso, a legislação que orienta as demonstrações financeiras a serem elaboradas deve seguir os preceitos da Lei 4.320/64, em harmonia com a Lei 101/97, também conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal.

O contabilista exerce um papel fundamental nas administrações públicas, já que orientam não só a contabilidade, mas principalmente a construção das leis de diretrizes orçamentárias que dão o norte para o bom desenvolvimento das ações a serem emanadas nestes poderes.

Não obstante a operação dos orçamentos, ganha importância também o processo de fiscalização das receitas e despesas públicas, constitucionalmente a cargo dos órgãos de controle interno e externo.

O controle interno, após a Constituição de 1988, fica a cargo do próprio Executivo, enquanto que o controle externo é exercido pelos Tribunais de Contas da União, dos Estados e dos Municípios, quando for o caso. Tanto no âmbito interno como externo, a fiscalização é de caráter orçamentário, financeiro e patrimonial, dependendo da ação de contabilistas especializados, pois as análises técnicas requerem, além de seus conhecimentos, outros de ordem econômica e jurídica. Por esta razão, nenhum órgão da administração pública direta e indireta, como autarquias, fundações e sociedade de economia mista, pode ficar sem a consultoria dos profissionais citados acima e principalmente dos contabilistas.

Outro dado importante e que não pode deixar de ser mencionado é que profissionais de contabilidade com forte conhecimento em finanças de mercado vêm ganhando espaço em áreas privadas desta profissão, como a de controladoria, auditoria e perícia. Esta é mais uma razão para que o futuro aluno busque a formação em uma escola de negócios, pois naquele ambiente são treinadas para oferecer os melhores serviços as empresas de caráter nacional ou mesmo multinacionais e transnacionais.

Portanto, meus amigos, a contabilidade tem avançado muito e ainda tende a prosperar ainda mais, se constituindo assim em uma grande profissão e de alta aceitabilidade no mercado.

O conhecimento por parte do contador de áreas afins é fundamental, pois melhora principalmente sua capacidade de análise de indicadores dos planos de negócios elaborados por eles, ou mesmo por profissionais ligados à administração e à economia.

No meu caso, que tenho formação em Contábeis e em Economia, há grande facilidade para não só passar meus conhecimentos a meus alunos, nas Faculdades Alfa, como também em consultorias externas, poder analisar questões de ordem econômica, financeira, tributária e patrimonial, auxiliando principalmente entidades civis representativas na discussão de temas importantes como o do Substitutivo de Reforma Tributária, que se encontra em curso no Congresso Nacional. Procuro também prestar um serviço à altura dos meus conhecimentos nestas duas áreas acima mencionadas ao Tribunal de Contas do Estado de Goiás, responsável pelo controle externo da administração pública direta e indireta.

Fica aí aos novos vestibulandos a certeza de que, fazendo Ciências Contábeis, vocês terão grandes oportunidades no mercado, seja como consultor, empreendedor, professor, profissional de empresas e entidades civis representativas e ainda nas esferas de governo.

Principalmente em um ambiente de crise, deve- se pensar em cursos que deem aplicabilidade ao que se aprende nos bancos das escolas, que não se guiem apenas pela emoção, mas, sobretudo, pela razão.

Junte-se a nós, seja também um contabilista.

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