segunda-feira, 30 de novembro de 2009

AGRADECIMENTO

Gostaria de agradecer a todos que tem visto nos meus artigos uma fonte de consulta, para o auxílio em seus processos de aprendizagem em: Ciências Econômicas e Contábeis.
Procuro discorrer sobre os temas de forma didática sem utilizar muito termos técnicos, para favorecer o entendimento. Chegar a 1000 acessos em um tempo tão curto é para mim motivo de honra e orgulho, a responsabilidade em tratar das questões com fontes seguras, me da certeza que a cada dia buscarei escrever artigos ainda melhores.
Aproveito a oportunidade para desejar a todos um feliz natal e um ano novo repleto de felicidades.

Júlio Paschoal
Coordenador dos Cursos de Ciências Econômicas e Contábeis das Faculdades ALFA e presidente da Comissão para Assuntos Educacionais do Conselho Regional de Economia da 18º Região.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A instabilidade da taxa de câmbio no Brasil

Taxa de câmbio nada mais é do que a relação de uma determinada moeda com outra.

Na economia brasileira, assim como na maioria das nações, esta relação ocorre principalmente entre a moeda nacional e o dólar, podendo também se verificar em relação a outras moedas como o euro.

O dólar, desde a recuperação da hegemonia americana na década de 70, é a moeda mais referenciada no mundo, haja vista que sua aceitabilidade ocorre praticamente em todo o mercado mundial. Diante disso, as moedas guardam uma relação direta com esta para efeitos de direcionamento de sua política fiscal.

Os governos, em sua maioria, formam suas reservas em dólar no sentido de manter seus balanços de pagamentos equilibrados. Normalmente a entrada de dólares promove efeitos positivos na economia, enquanto que a saída tende a promover efeitos negativos.

O controle das taxas de câmbio normalmente é realizado pelos Bancos Centrais dos países, pois cabe a estas autoridades monetárias o controle da oferta de moeda nos mercados.

Há momentos em que o Banco Central intervém mais, e há momentos em que não deve intervir. Nas situações em que as taxas de câmbio são fixas, a interferência dos Bancos Centrais é bem-vinda pelos mercados. Agora, quando as taxas de câmbio são flutuantes, as interferências normalmente quebram os contratos, gerando assim insegurança aos investidores. Isto porque neste caso a taxa de câmbio deve ser encontrada pela relação existente entre oferta e demanda por este tipo de moeda.

Em um cenário onde as taxas de câmbio são flutuantes e que há perfeita mobilidade de capital, o Balanço de Pagamentos guarda relação direta com as taxas de juros praticadas no mercado externo. Qualquer reação adversa nesta variável tende a promover uma fuga e ou entrada de capitais, desequilibrando as taxas de câmbio da economia.

Portanto, o tipo de política fiscal monetária adotada é que vai determinar se o mercado é mais ou menos atraente para fins de investimentos no setor produtivo e ou financeiro.

Como há uma relação direta entre o mercado de câmbio e o monetário, o comportamento das taxas de juros internas tende a promover estrangulamentos no mercado de câmbio, o que, dependendo da situação, pode promover um processo de desvalorização da moeda estrangeira frente à nacional.

No Brasil, a opção por uma política fiscal restritiva tem feito com que a procura por real seja maior do que pela moeda estrangeira. Com isso, está havendo uma desvalorização da moeda estrangeira frente à nacional.

Com o real valorizado o mercado externo fica mais atrativo aos importadores, o que a médio e longo prazo pode vir a derrubar nossas reservas internacionais, já que a Balança Comercial passa a operar com deficit ou com saldo entre exportações e importações menor a cada mês, pondo em cheque o equilíbrio do Balanço de Pagamentos.

Alguns podem pergunta: mas os juros internos não vêm caindo, como você diz que a política fiscal monetária é restritiva? Se compararmos as taxas de juros praticadas nos dois últimos governos em relação aos dois governos passados e mesmo em relação ao atual, perceberemos que a taxa de juros saiu de 45% aa, para 8,75%. O problema é que não somos uma ilha ou vivemos isolados do resto do mundo. A taxa de juros nos mercados mais dinâmicos gira em torno de 1,0%.

Disponível em: http://www.dm.com.br/materias/show/t/a_instabilidade_da_taxa_de_cambio_no_brasil

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Goiás: investimentos versus crescimento

A dinâmica de qualquer economia passa, necessariamente, pela quantidade e qualidade de seus investimentos. Sem esta variável, o processo de geração de riqueza fica comprometido.

A instabilidade do mercado externo, provocada pelos efeitos da crise financeira internacional, exerce influência direta nas decisões de investimento das economias mundiais, razão pela qual, nos últimos doze meses, esta variável mostrou-se em queda, reduzindo as possibilidades de geração de riquezas nas principais economias desenvolvidas e também nas emergentes, como Brasil, Rússia, Índia e China.

As quatro economias em tela vinham apresentando crescimento econômico antes da crise. No entanto, a retração e encarecimento do crédito, pelos riscos que envolviam este tipo de operação, no ápice deste movimento, provocou a queda dos percentuais de crescimento nestes e em outros cortes geográficos, levando os governos centrais a adotarem políticas fiscais mais flexíveis, no sentido de puxá-los novamente para os patamares capazes de movimentar estas economias.

A China tem um mercado consumidor superior a um bilhão de consumidores, e encontra-se ávida, por matérias-primas baratas, que possam não só servir de alimentos para sua nação, como também possibilitar a finalização de grande parte de seus produtos. Este país demanda, atualmente, 26% dos produtos alimentícios goianos, percentual que pode ser ampliado, em razão da última visita feita por empresários goianos deste e de outros setores àquele país, capitaneada pelo chefe do poder executivo goiano.

A Rússia também foi motivo de visita pelo grupo, já que o país vem sendo um de seus maiores compradores de origem bovina. O controle da aftose e a qualidade do produto goiano têm feito a diferença na mesa de negociações, e que também pode vir a ser ampliada nos próximos meses.

Muito embora o cenário de crise ainda seja adverso, Goiás projeta, para os próximos três anos, investimentos na casa de R$ 31,8 bilhões, contemplando vários setores, dentre eles o de álcool e açúcar, mineração e beneficiamento, transporte e logística, alimentos e bebidas e também os relacionados a metal-mecânica.

O seguimento de álcool e açúcar responde por 59,9% dos futuros investimentos, totalizando R$ 19,0 bilhões. A atividade mineral participará com 15,8%, ou R$ 5,0 bilhões, seguida por transporte e logística com 5,5%, ou R$ 1,75 bilhão, alimentos e bebidas, com R$ 1,73, ou 5,4%, e a indústria metal-mecânica, com 4,52% dos investimentos. O grupo de atividades responde por 91,2% dos póximos investimentos, todos estão diretamente ligados às demandas crescentes do mercado externo.

As regiões a serem contempladas se distiguem em razão do percentual de investimentos. A região sudoeste receberá 21,9%, seguida de perto pela do oeste goiano, com 15,5%, sul goiano, com 13,3%, centro goiano, com 12,8%, e sudeste, com 10,6%. As que receberão menores investimentos são, pela ordem: noroeste goiano, com 2,1%, norte goiano (3,6%), entorno do Distrito Federal (4,0%), Metropolitana de Goiania (5,5%) e o nordeste goiano, com 6,0%.

A distribuição dos recursos mantém o histórico de concentração de renda em regiões já abastadas de recursos, contribuindo para o aprofundamento das desigualdades regionais. Regiões mais populosas, que necessitam de mais aporte de recursos para evitar problemas de ordem social, como o Entorno do Distrito Federal, de certa forma vêm sendo preteridas, mantendo a política histórica de concentração de riqueza.


Disponível em: http://www.dm.com.br/materias/show/t/goias_investimentos___versus_crescimento