terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Goiás: investimentos X crescimento

A dinâmica de qualquer economia passa necessariamente pela quantidade e qualidade de seus investimentos, sem esta variável o processo de geração de riqueza fica comprometido. A instabilidade do mercado externo provocada pelos efeitos da crise financeira internacional exerce influência direta nas decisões de investimento das economias mundiais razão pela qual, nos últimos doze meses, esta variável mostrou-se em queda, reduzindo as possibilidades de geração de riquezas nas principais economias desenvolvidas e também nas emergentes como: Brasil, Rússia, Índia e China.

As quatro economias em tela vinham apresentando crescimento econômico antes da crise, no entanto a retração e encarecimento do crédito, pelos riscos que envolviam este tipo de operação, no apice deste movimento provocou a queda dos percentuais de crescimento nestes e em outros cortes geográficos, levando os governos centrais a adotarem políticas fiscais mais flexíveis no sentido de puxá-los novamente para os patamres capazes de movimentar estas economias. A China tem um mercado consumidor superior a um bilhão de consumidores e encontra-se ávida, por matérias-primas baratas, que possam não só servir de alimentos para sua nação, como também possibilitar a finalização de grande parte de seus produtos. Este país demanda atualmente (26%), dos produtos alimentícios goianos, percentual que pode ser ampliado, em razão da última visita feita por empresários goianos deste e de outros setores a aquele país, capitaneada pelo chefe do poder executivo goiano.

A Rússia também foi motivo de visita pelo grupo já que o país vem sendo um de seus maiores compradores de origem bovina. O controle da aftose e a qualidade do produto goiano, tem feito a diferença na mesa de negociações e que também pode vir a ser ampliada nos próximos meses. Muito embora o cenário de crise ainda seja adverso, Goiás projeta para os próximos três anos investimentos na casa de R$ 31,8 bilhões, contemplando vários setores dentre eles: o de álcool e açúcar, mineração e beneficiamento, transporte e logística, alimentos e bebidas e também os relacionados a metal-mecânica.

O seguimento de álcool e açúcar responde por (59,9%) dos futuros investimentos, totalizando R$ 19,0 bilhões, a atividade mineral participará com (15,8%) ou R$ 5,0 bilhões, seguida por transporte e logística com (5,5%) ou R$ 1,75 bilhão, alimentos e bebidas com R$ 1,73 ou (5,4%) e a indústria metal- mecânica com (4,52%) dos investimentos, o grupo de atividades responde por (91,2%) dos póximos investimentos, todos estão diretamente ligados ás demandas crescentes do mercado externo.

As regiões a serem contempladas se distiguem em razão do percentual de investimentos. A região Sudoeste receberá (21,9%), seguida de perto pela do Oeste Goiano com (15,5%), Sul Goiano com (13,3%), Centro Goiano com (12,8%), Sudeste com (10,6%). As que receberão menores investimentos são pela ordem: Noroeste Goiano com (2,1%), Norte Goiano (3,6%), entorno do Distrito Federal com (4,0%), Metropolitana de Goiania com (5,5%) e o Nordeste Goiano com (6,0%). A distribuição dos recursos mantém o histórico de concentração de renda em regiões já abastadas de recursos contribuindo para o aprofundamento das desigualdades regionais. Regiões mais populosas que necessitam de mais aporte de recursos para evitar problemas de ordem social como o Entorno do Distrito Federal, foram de certa forma vem sendo preterida, mantendo a política histórica de concentração de riqueza.

Disponível em: http://www.dm.com.br/materias/show/t/goias__investimentos_x_crescimento

Nenhum comentário:

Postar um comentário